quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo!

Estamos na época das resoluções de ano novo. Aquelas promessas e objetivos que colocamos para o próximo ano, mas que quase nunca, e repito: QUASE nunca colocamos em prática.

Tem gente falando que vai parar de fumar. Outros que vão parar de beber. Uns dizem que vão parar de dar e outros que vão começar a dar (contribuição para alguma entidade que cuida de pessoas carentes, ué. Nada do que você está pensando). Tem gente dizendo que vai parar de pagar peitinho em programa de auditório. Outros que vão assumir que gostam de Justin Bieber. Tem gente que jura até que vai visitar os amigos! Veja só! Que audácia!

Mas isso faz parte da cultura. Ou melhor: Da fé. Claro, vai começar um novo ano, é um recomeço, como se fossemos começar do zero novamente. Ledo engano. O ano começa exatamente como terminou o anterior. Chance nós temos a todo despertar. E aí é que tá o negócio. Todo santo dia, acordamos, recomeçamos e temos a chance de fazer diferente, de tentar algo novo, de se redimir do que fez ou de fazer o que não fez. Temos que parar de depositar nossa felicidade, nossos objetivos no futuro, e tentar fazer tudo hoje. Hoje é o dia!

Por isso já comecei a colocar em prática tudo que seria para ser colocado na minha listinha de 2011.

1. Ser cada dia mais feliz.
2. Estar cada dia mais perto de quem a gente ama. Mulher, família, amigos (os amigos de verdade) e dos colegas. Claro, os colegas que me querem bem. Não os aproveitadores de plantão.
3. Ser rico. Já comecei fazendo amizade com a Carolina Ferraz, que é super minha amiga no Twitter. Vive me mandando DMs.
4. Ser rico também de saúde. Voltei pra academia e voltarei em breve às corridas. Eu e a patroa colocamos como objetivo a São Silvestre 2011!
6. Dominar o mundo. Dessa parte não contarei os detalhes. É super secreto. Muaaaaahahahahahahaha!!!!

FELIZ ANO NOVO!!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Conversa de Banheiro

O banheiro é onde se escuta as conversas mais esdrúxulas possíveis, já percebeu? Desde fofocas a confissões, tudo sai por estas bandas (e bundas). E de vez em quando você está lá, fazendo arte em louça e escuta algum espertão falando mal de você. Tem gente que é ótima nisso.

Hoje, estava eu no banheiro da empresa quando um desses belos diálogos aconteceu. Uma pessoa lavando as mãos, e outra saindo de uma das privadas:

- Fala aí, cagão!
- E ae, beleza? Por que "cagão"?
- Ué, você saiu de uma das privadas!
- Putz, me descobriu!
- Fica sussa. Também tava cagando.
- Deve ter se lambuzado, pra estar lavando a mão desse jeito!
- Porra, eu sou limpinho! Bom saber que você não lava direito. Assim não te cumprimento mais.
- Ah, cara. Lavo mais ou menos, fica tudo sujo debaixo da unha.

Podem pressionar, podem torturar, mas não entrego os autores da conversa. Posso estar envolvido, posso não estar. Deus sabe!

domingo, 26 de dezembro de 2010

Escravidão nos tempos modernos

Não posso acreditar. Estamos em 2010, 122 anos depois da abolição da escravatura, e vejo, a céu aberto, um anúncio de venda de um ser humano. Tudo bem que Marcelo D2 se vendeu para o sistema, que a Hebe vedeu a alma pro diabo, e que no futebol tudo isso é normal, mas assim, um ser humano humilde, sendo anunciado em um poste. Estão pensando ser um negro? Um italiano que não faz novela da Globo? Nada disso. Um oriental, minha gente. Um oriental, que poderia tirar a sua vaga no vestibular da FUVEST estará nas mãos de um senhor feudal dos tempos modernos.

Clamo às autoridades! FAÇAM ALGUMA COISA!


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

SAC - Caso das Passas - O Resultado

O post anterior foi o começo do caso do sorvete de passas ao rum sem passas. Pois bem. A Unilever, responsável pelo produto, retornou o e-mail dia 1/12 com os seguintes dizeres:

Olá, Bruno! 
Agradecemos sua iniciativa de nos relatar o ocorrido com o nosso sorvete Kibon Passas ao Rum. Você nos informou que adquiriu este sorvete, porém, não continha passas. Saiba que seu relato nos chamou bastante atenção! 
Temos muito interesse em obter mais informações sobre o seu relato para desta forma tomarmos as providências necessárias. Assim, pedimos que aguarde o nosso novo contato.Se preferir, entre em contato conosco através do telefone 0800 707 9933. Nosso atendimento é de segunda à sexta-feira das 8h às 20h.
Continuamos à sua disposição! Tenha uma ótima noite!

Atenciosamente,
Betania B. Gattai
Serviço de Atendimento ao Consumidor
Unilever Brasil Ltda.

Dois dias depois a própria Unilever entrou em contato comigo pedindo algumas informações e dizendo que em um prazo de três dias uma transportadora entraria em contato para marcar o dia de retirar o produto. Três dias depois a transportadora ligou e marcou para esta segunda-feira. E como combinado, lá foram buscar o pote. Deixaram outro de passas ao rum que ainda não abrimos. Esperamos, dessa vez, encontrar alguma passa pra nos contar a história toda do que aconteceu. Junto com o pote novo, uma sacolinha de paninho cru, feia que dói. Dá vergonha de ir pra feira com ela. Quando as empresas vão aprender, que cliente que se sente lesado quer ser agradado? Cadê minha cesta de produtos, etc?

Bom, em resumo, o atendimento foi eficiente. Nota 8.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Entregar ou não entregar?

Hoje quem escreve para o Lado B é o Luiz Carioca, meu bródi tuiteiro (@luizcarioca) e blogueiro (http://brechodocarioca.com).
***

Entregar ou não entregar o jogo? Eis a questão do futebol.

Acho revoltante os discursos falso-moralistas dos jornalistas sobre o "entreguismo" no final do Campeonato Brasileiro de pontos corridos. Parece até que eles receberam mala-branca pra defender o regulamento.

Uns falam de motivação, que como profissionais, os jogadores devem entrar em campo em qualquer jogo com a mesma motivação. Isso é coisificar o jogador, é transformá-lo em máquina. Se os tratarmos como máquinas será difícil encontrar novos craques, não acha?

Então, me pergunto: será que os artigos esportivos de fim de ano, após os campeonatos, são escritos com a mesma motivação do que os da última semana de jogos? Será que os jornalistas mantêm a mesma motivação? O bom leitor de artigos esportivos sabe que não, fim de ano é só encheção de linguiça.

Além disso, muitos jornalistas defendem a mala-branca, que seria um time incentivar outro com dinheiro. Seria o caso do Corinthians pagar para os jogadores do Guarani se empenharem mais contra o Fluminense.

Não demonizo a mala-branca, mas acho que ela atrai parasitas e com o passar dos anos, acredito que vai formar uma geração de jogadores mercenários e parasitas. Mas para os jornalistas parece que o dinheiro justifica tudo. Se é com dinheiro, então pode. O lado bom disso é que a gente não esquece que eles ganham dinheiro para falar na TV, o que talvez fundamente essa forma de pensar.

Se eu fosse o Corinthians não gastaria dinheiro com o Guarani. Ou pelo menos não gastaria muito. Acho que a maior chance do Corinthians é ter no Guarani jogadores corinthianos, aí sim eles entrariam motivados. Aí sim fariam de tudo pra ganhar. E que vença o melhor e não a maior mala-branca.

Como torcedor do Flamengo eu entregaria um jogo para prejudicar o Vasco. Como jogador, eu seria mais racional, pensaria na carreira. Mas diz aí: você conhece alguém 100% racional quando o assunto é futebol?

Luiz Carioca.

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