sexta-feira, 17 de maio de 2013

Cuide-se! Corrida é para ser um sonho, não um pesadelo


Geralmente não gosto de escrever sobre assuntos muito sérios por aqui. Sempre coloco piadinhas e ironias nos meus textos, mas dessa vez não cabe. É um assunto triste e muito importante.

Para nós que já estamos acostumados às corridas de rua, não tem muito segredo e estamos calejados de saber que devemos fazer um acompanhamento médico. Não só para corrida de rua, mas para a grande maioria dos esportes é importante saber se você tem aptidão física, se não sofre de algum problema cardíaco ou de outra ordem que possa impedir a prática ou levar até à morte em alguns casos.

No último sábado, corri aqui em campinas a prova Fila Night Race 2013. Organização básica das corridas aqui em Campinas, nada de extravagante. Por volta de 3km depois da largada, vi os corredores se afunilando e ao chegar ao local, duas ambulâncias davam cobertura para uma equipe de para-médicos que tentava insistentemente reanimar um homem, que provavelmente sofreu algum tipo de parada cardíaca e/ou respiratória. O homem estava com roupa de corrida. E confesso: aquilo me abalou.

Durante a semana fui informado de que o tal homem faleceu. Nada oficial (que fique claro), já que nenhum veículo de imprensa publicou o fato, muito menos o site da prova e a marca envolvida. Corredores que ficaram por lá depois da corrida é que me informaram do falecimento.

Por ter acontecido no terceiro quilômetro, creio que o socorro foi muito rápido. Ponto para a organização, que cumpriu muito bem os requisitos de segurança. Mas o que poderia ser divulgado pela Fila, e poderia ser visto como uma oportunidade de uma campanha de conscientização para que as pessoas procurem médicos antes de iniciarem uma atividade física ou que não vá para uma corrida caso não tenha condições para tal, virou somente um caso a ser abafado para que a marca não saia arranhada, que o evento não seja "queimado". O dinheiro fala mais alto.

Pois então, minha parte eu faço. Por favor, se não treinou, se não está se sentindo bem, não vá correr, não faça uma corrida e muito menos tente se superar, fazer tempo, se esforçar além do que seu corpo aguenta. Vá a um médico, faça uma avaliação física completa e certifique-se que reúne condições para a prática de esporte.

Esporte é saúde. 99% das pessoas que vão nestas corridas são corredores amadores. Não tente GANHAR a corrida. Todos queremos é um estilo de vida mais saudável. Corrida tem que ser uma diversão, não um desafio árduo que deve ser conquistado a qualquer custo.

Tomem todos os cuidados. Corram bem para correr sempre. 
Um abraço. E que Deus conforte as pessoas próximas do atleta que vi sendo atendido. 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Review: Maldito Futebol Clube

Nota do blog: 8,0

Todo filme sobre futebol não presta, certo? Errado! Existem bons filmes que envolvem a temática "futebol" por aí. Tudo bem, talvez não tantos assim. Alguns poucos ou somente um. Pelo menos um eu tenho certeza que é ótimo!


Maldito Futebol Clube (The Damned United) é uma cine biografia sobre o vitorioso Técnico inglês Brian Clough (Michael Sheen), que, ao lado de seu assistente Peter Taylor (Timothy Spall), levou duas equipes minúsculas (Derby County e Nottingham Forest) com jogadores medianos a subirem de divisão e serem campeãs do campeonato inglês e conquistando até uma Liga dos Campeões da Europa.

Brian Clough, conhecido como o maior técnico inglês que nunca treinou a Seleção, era um falastrão cheio de si que impulsionou sua carreira levado por uma rivalidade excessiva com Don Revie (Colm Meaney), ex-treinador do Leeds United e então técnico da Seleção Inglesa a quem substituiu por 44 dias (apenas) no time do Leeds. O filme trata exatamente deste pedaço de sua história.


Michael Sheen está soberbo (eu sempre quis usar essa palavra) e a direção é da ninguém mais que Tom Hooper (Os Miseráveis e O Discurso do Rei). A ambientação do filme que se passa entre 1967 e 1974 é primorosa em todos os detalhes, até mesmo pela edição de cores da película. O tempo sempre nublado ou chuvoso inglês domina todo o filme e dá um drama especial que só filmes do reino unido podem reproduzir.

Sinceramente gostei muito do filme. Uma grata surpresa pra quem navegava pelo Netflix procurando um filme europeu pra assistir num domingo a noite.

Recomendadíssimo! Confira o trailler:

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Acorda, Adenor!


2012 já ficou pra trás há muito tempo, mas não no Corinthians. Em 2013 parece que o time ainda vive das conquistas do ano que se passou e não joga absolutamente nada desde então. O time ganha, está nas oitavas de final (complicadíssima) da Libertadores e na final do Paulista. Mais pela incompetência alheia do que por méritos próprios. Pelo elenco que tem, é o mínimo que se espera.

A culpa do futebol horrível apresentado pelo time do Parque São Jorge é um só: Tite. O técnico que levou o Corinthians onde jamais esteve. Sei que é difícil criticá-lo por conta dos seus números frente ao time, mas é visível aos olhos (quem dera ser invisível) o mau futebol apresentado em 2013. Falta de motivação dos jogadores? Não creio. Um ou outro, pode ser. E isso seria contornado facilmente com o número de bons jogadores no elenco. 

O mal futebol é fruto de um time mal montado pelo treinador.

A teimosia em jogar com apenas um atacante, fazendo outros atacantes que costumavam a marcar gols e infernizar a zaga rival a virarem marcadores, minando as características de jogadores como Emerson, Romarinho e Jorge Henrique, além de fazer a proeza de manter Alexandre Pato no banco é de um pecado sem tamanho.

Paulinho é claramente o menos motivado do elenco. Não briga, não tenta, não corre, não chega. Ultimamente vem sendo só mais um no time, passando desapercebido pela maioria dos jogos. Ele, que era um dos elos entre o meio campo e o ataque, agora não o faz mais, deixando a incumbência de armação de jogadas com Danilo, que vive má fase, e entre Emerson e Romarinho, que não são armadores, mas atacantes obrigados a marcar. 

Resultado: um time que não cria em absoluto.

A lesão de Renato Augusto foi um trauma para o setor de criação. Injustificável quando olhamos para 2012, onde o time não tinha o ex-jogador do Bayer Leverkusen e mesmo assim criava suas jogadas. Tinha Douglas brigando na titularidade. Hoje não briga porque não consegue fazer o que Tite quer dele: Que seja marcador antes de ser um meia de criação.

Com isso, Tite vem queimando nosso melhor jogador nos últimos meses. Guerrero fede a gol. A bola chegando no artilheiro as chances de gol são realmente grandes. Mas quem disse que a bola chega. Guerrero se vê entre os zagueiros adversários sem ter uma viv'alma por perto. Alexandre Pato, quando entra, sofre do mesmo mal. Perco as contas de quantas vezes vejo Pato tentando buscar a bola antes da linha de meio-campo. Um pecado.

Mas mais pecado que tudo isso é o treinador se fazer de cego. Não admite que o time vem jogando mal. Coloca a culpa no calendário e no estágio de evolução do time. Só precisam avisá-lo que o time praticamente não mudou do ano passado pra cá. Está esperando o quê? Entrosamento do time mais entrosado do Brasil? 

Está na hora do treinador abrir os olhos e encarar a realidade. Todos sabem como o Corinthians joga, e o time carece de mais criatividade para sair da marcação adversária. Qual o problema de um time com Ralf, Paulinho, Danilo, Douglas, Guerrero e Pato? Os meias não são tão rápidos na marcação e os atacantes não voltam até a linha de fundo defensiva? Isso não é papel deles. Estão lá para dar o primeiro combate, mas principalmente para fazer o time jogar. Time que mantém a posse de bola no ataque dando combate na saída de bola não precisa de atacantes acompanhando os laterais.

Nem a posse de bola que tínhamos em 2012 temos mais. Todos os jogadores estão abaixo do que podem render este ano, mas pra mim, o maior culpado disso é o técnico. Acorda, Adenor!

terça-feira, 23 de abril de 2013

De volta aos treinos!


Começar a correr é complicado. Você nunca fez isso, não tem experiência, vai intercalando caminhada e corrida até chegar ao ponto de bala, onde já se sente melhor correndo do que caminhando. Mas até chegar nesse estágio tem muita sola pra gastar, muitas dores, suor, etc.

Mas voltar a correr é ainda pior. Pior porque além de tudo isso que eu disse, ainda temos a nossa mente jogando contra. Ela se lembra de como você corria, do estágio que você já atingiu e relembra o caminho árduo que vai ser chegar lá novamente. 

Por vários e vários motivos, até mesmo pra dar um tempo pro meu corpo, não corria desde a São Silvestre. E domingo foi dia de voltar. Aos pouquinhos, mas voltar. Foram longos 3 km. Longos, pois foi o caminho todo sentindo dores de quem estava mais sedentário que uma preguiça no inverno. E ontem a coisa tava ainda pior. Mas é uma dor que satisfaz, e que passa logo. É só continuar os treinos e não parar novamente que as dores passam. Aparecem outras, mas faz parte do esporte. 

Já estava me sentindo mal demais com meu sedentarismo. Acaba com meu humor e principalmente com a minha saúde. Estou feliz da vida com minha volta aos treinos! 

Vamo que vamo!

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Um croquete em Nürburgring

Quem é fã de carros como eu deve ser louco por Gran Turismo, Top Gear (o inglês, por favor) e pelo blog Jalopnik. Jogando GT5 conseguimos matar um pouco da saudade de quando a Fórmula 1 travava grandes duelos no tradicional circuito alemão de Nürburgring. E quem conhece um pouco do traçado (mesmo sem conseguir pronunciar o nome) sabe que seu asfalto é repleto de pixações. Até aí, faz parte da história e do folclore desta pista. Porém, o domingo de manhã foi marcado por uma verdadeira "pintada" no asfalto.

O circuito amanheceu fechado para a remoção de uma simples e longa arte no asfalto, de deixar Kid Bengala com inveja.


Os pilotos de fim de semana devem ter ficado bem felizes já que foi o primeiro dia sem neve na pista nesse tenebroso inverno europeu.

Visto no Jalopnik.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Quando a justiça se faz de cega

Muito já se falou do "Caso Oruro", mas nada aconteceu. Nada mudou. Nem a família teve seu filho Kevin de volta, nem a situação dos corinthianos presos mudou.

Reproduzo aqui o Editorial da Rádio Bandeirantes sobre a situação do 12 corintianos presos na Bolívia:
Os 12 brasileiros mantidos numa prisão do interior da Bolívia, desde o final de fevereiro, são vítimas de uma flagrante aberração jurídica e do desrespeito aos mais elementares princípios humanitários.
Acusados genericamente pela morte lamentável de um jovem durante um jogo de futebol, estes torcedores do Corinthians estão abandonados nas celas, sem culpa formada, sem provas consistentes e, o que é pior: sem que seus advogados tenham sequer acesso aos autos – se é que existem autos formalizados. E mais: esta situação absurda pode durar dois anos.
Ninguém seria contra a condenação de um culpado por métodos adequados e civilizados, mas este processo selvagem de encarceramento, baseado numa acusação coletiva imprecisa, em total afronta ao direito universal e ao pacto de San José de Costa Rica, do qual a Bolívia é signatária, revolta e deixa chocado o nosso país.
As autoridades de Brasília pouco fazem, além de frases diplomáticas nada convincentes.
Os brasileiros indignados exigem ação, pressão corajosa sobre o governo da Bolívia, em nome da dignidade humana.
Esta é a opinião do Grupo Bandeirantes de Comunicação.

Acho que ninguém escreveu tão bem sobre o caso. A opinião do Grupo Bandeirantes também é a minha, mas esta vista grossa que as autoridades brasileiras fazem com relação ao caso, dando declarações vagas e não fazendo absolutamente nada para que essa situação mude, passa por um outro problema: o clubismo.

Tirando os corinthianos, o resto do Brasil acha que "se é corinthiano merece estar preso". Corinthiano é tudo bandido, não é? Não. Não é. A massa corinthiana é sim de origem mais humilde. Consequentemente também é um clube de excluídos socialmente e que tem em sua torcida bandidos, traficantes, assassinos e ladrões de galinha. Assim como em todas as outras torcidas do Brasil, em maior ou menor quantidade. Agora, o esteriótipo do corinthiano deve prevalecer para a justiça? Pior, o ódio entre torcidas se sobrepõe à vida de 12 pessoas? Ninguém defende assassino. Mas foram 12 mãos acendendo o sinalizador? Quais são as provas? Quais são os flagrantes destas 12 pessoas com suas vidas em risco na Bolívia?

Agindo como idiotas, com violência moral, não se contribui em nada para a paz nos estádios, muito menos para que vivamos em um mundo melhor. Triste é ver que a sociedade em que vivemos está cada dia mais nojenta.

domingo, 24 de março de 2013

Soul lá, Soul cá.

Adoro quando fuçadas na internet me levam a coisas legais. Uma coisa vai levando à outra que leva à outra e acabo encontrando coisas que nem imaginava. E foi o caso dessa vez ter encontrado duas animações pra lá de bacanudas contando a história de dois mitos do Soul. Uma não tem relação com a outra. São estilos bem diferentes, mas executadas de forma fantástica.

O primeiro é um vídeo sobre a vida de James Brown, criador do Funk, com sua música "It's the man's man's man's world" rolando enquanto a criação de Saatchi & Saatchi rola de fundo.

O segundo, a história de Tim Maia, o Rei nacional do Soul, narrado por Devendra Banhart, cantor estranho americano e ex de Natalie Portman. Criação de SuperHeroes Amsterdam, ShopAround e do selo Luaka Bop para promover o lançamento do álbum "Nobody Can Live Forever: The Existential Soul of Tim Maia". 

Sente só!

Director's Cut - James Brown music video - It's Man's Man's Man's World from SHOOT THE BOSS on Vimeo.

The Existential Adventures of Tim Maia: Nobody Can Live Forever from SuperHeroes Amsterdam on Vimeo.

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